• Yubertson Miranda

(2)AMOR? VÊNUS e as formas destrutivas de Amar


Quando, na primeira parte desta série de tópicos sobre Vênus e as formas destrutivas de Amar, eu dei o exemplo de minha Vênus em Sagitário na Casa 9 em oposição a Saturno em Gêmeos na Casa 3, eu mencionei que explicaria melhor a questão das profecias que se autorrealizam.

Não leu a parte 1? Tá aqui: http://yub-interpretacoesastrologicas.blogspot.com/2011/05/amor-venus-e-as-formas-destrutivas-de.html

Eu vejo cada posicionamento astrológico como um símbolo que retrata um potencial. É uma profecia: há a forte possibilidade daquilo acontecer. Muitas vezes, são potenciais que já começam a se manifestar na vida de nossos pais. 

Por exemplo: Vênus é símbolo do feminino. E, portanto, associado à mãe. Também ao modo como ela e o nosso pai se relacionavam. Como era a relação entre o pai e a mãe na época de nosso nascimento? Vênus mostra isso. (Na verdade, todo o nosso Mapa, cada posicionamento astrológico, mostra a dinâmica que existia na vida de nosso pai, de nossa mãe e da relação entre eles).

Essa experiência afetiva (Vênus) de nossos pais já será uma forma que nos influenciará na nossa maneira de amar (Vênus) futuramente. É como se o potencial de nossa forma de amar (Vênus) ganhasse corpo e detalhes que aumentarão as probabilidades de atrairmos determinado perfil de pessoa parceira no futuro. Além de específicas situações em nossas relações amorosas. 

Compartilhando meu próprio exemplo, falei das experiências de dor e sofrimento (Saturno) envolvendo viagens (Sagitário/Casa 9) que trouxeram obstáculos (Saturno) e cortaram (Saturno) um sentimento de afeto e um namoro (Vênus). 

Quando nasci e nos meus primeiros anos de vida, minha mãe teve de ficar bastante tempo regularmente sozinha por conta das várias viagens que meu pai fazia a trabalho. Foi bem sofrido pra ela, pois – além de cuidar de minhas duas irmãs, trabalhava e iniciara seu curso superior (Casa 9) – eu tive vários problemas de saúde desde os meus cinco meses de vida até cinco anos de idade. 

O que quero dizer com isso? Que a gente tende a repetir padrões familiares (herdados principalmente de nossos pais e avós) em nossos relacionamentos afetivos. No filme AMOR?, há várias histórias que retratam o histórico de violência entre os pais (ou entre o pai e os filhos). E a repetição, na vida amorosa dos filhos (protagonistas do filme) desses padrões. 

Porém, há histórias no filme – e também próximas a nós, ou até as nossas próprias vivências amorosas – que passam bem longe dessa repetição de padrões familiares no amor. Como explicar isso? 

Sinceramente, não sei. É mais uma questão de crença. Como acredito em outras vidas (reencarnação), eu vejo muito a ocorrência da repetição kármica de uma determinada experiência amorosa, a qual foi intensa no passado e também retorna com tudo no presente. 

Já até escrevi sobre essa questão há alguns anos atrás, na lista voadores. Aqui está:

“Saudações REENCARNACIONISTAS a todos os Voadores!!

Dificilmente eu sinto que estou começando uma relação/amizade nova, com uma pessoa que nunca vi em tempos pretéritos. Fico até brincando comigo mesmo, silenciosamente, falando: “Puxa, quando é que vou conhecer alguém realmente novo, tendo uma amizade realmente nova?!?” rsrs

As amizades que tenho construído nesta atual encarnação, na verdade, estão sendo é continuadas…

Em questão de relacionamento amoroso, então, vixe! Nem se fala…

Porém, eu percebo um incômodo interno, uma sensação diferente em mim quando eu e a pessoa nos enveredamos para a REPETIÇÃO. Sinto isso. E essa sensação foi ficando mais clara a cada ano.

Não sei se concordam comigo mas, pra mim, NA GRANDE MAIORIA DAS VEZES, quando conhecemos alguém e há aquela possibilidade de um romance, de um caso, de um namoro, enfim, de um envolvimento um pouco mais “sério” do que o casual, acho FUNDAMENTAL observarmos os detalhes deste encontro, o teor das conversas, a abordagem e reação de um para com o outro, a fase em que estamos vivendo.

Por que observar tudo isso??

Porque todos esses detalhes podem nos revelar o ponto, a fase e a dinâmica interpessoal onde paramos na última existência em que nos relacionamos, em que houve um envolvimento maior do que o casual entre nós.

É impressionante… Se observamos os primeiros dias, e, principalmente, o primeiro encontro: as conversas, os olhares, as reações, os sentimentos, as aversões, os pensamentos, as idéias fixas que nos martelam naqueles instantes do encontro (reencontro) que parecem não nos deixar, não nos largar, enfim, tudo isso, MOSTRA pra gente MUITA coisa em nosso vínculo com tal pessoa e, PRINCIPALMENTE, o ponto onde chegamos numa existência pretérita.

É a partir daí que tudo pode tomar um novo rumo, um novo seguimento. OU a MESMÍSSIMA HISTÓRIA de outrora CONTINUAR SE REPETINDO…

São nesses instantes e primeiros encontros que a ENCRUZILHADA se escancara.

O bonito é identificar essa ENCRUZILHADA e podermos fazer uma outra escolha, atingirmos níveis em nossa troca com a outra pessoa que não atingimos no passado. É o momento decisivo de reescrevermos novas linhas, novos parágrafos, novos capítulos no que vem se repetindo a eras… E é tão difícil fazer essas novas escolhas… Dar esse novo seguimento à história que tivemos e vivemos agarrados, presos, enfim, repetindo pra caramba com a outra pessoa…

Se nós conseguíssemos ter maior clareza dessa ENCRUZILHADA, do que vivemos antes e do que podemos viver de hoje em diante, não ficaríamos repetindo tanto uma mesma ladainha, um mesmo nível de sentimento, um mesmo grau de troca com a outra pessoa e, obviamente, não teimaríamos em repetir tanto certos apegos, sofrimentos, alegrias que já não estão mais disponíveis, já não fazem mais sentido de se repetirem…

Mas é MUITO difícil tomar esse novo rumo, dar esse novo seguimento ao vínculo, à relação, à troca e ao compartilhar com outra pessoa. Vencer o peso do ímã do passado, do modo como nos relacionamos no passado é algo MUITO difícil… Parece que a agulha da bússola desse vínculo fica teimosamente pendendo para aquele nível de troca, para aquela direção já mofada de tanto ser repetida durante taaaaanto tempo…

Experimentem essa observação e essa ampla percepção aos momentos iniciais do (re) encontro e fiquem antenados para o surgimento da ENCRUZILHADA. É aí q está o nosso poder de escolha, de tomar uma nova decisão.

Mas é JUSTAMENTE nesse momento que toda a força de nossos hábitos, apegos, laços, sentimentos, emoções e vícios de outrora estão mais fortemente presentes, como a nos empurrar a repetir, repetir, repetir, repetir, repetir um mesmo estilo de vínculo, uma mesma forma de relação, um mesmo nível de intercâmbio, de laço.

É justamente nessa ENCRUZILHADA que todo o passado se faz presente, implorando por nossa atenção: por nossa repetição. É também neste momento que um novo futuro se apresenta, largo, expansivo, com novas possibilidades de troca, de vínculo, de forma, de maneira de vivermos com tal pessoa.

Se não quisermos prestar atenção, sermos receptivos a todos esses detalhes dos primeiros encontros, vale a pena focar em APENAS UM DETALHE. Porém, a nossa sinceridade perante esse ÚNICO detalhe É TUDO! Se formos sinceros a este ÚNICO DETALHE a observarmos, poderemos compreender MUUUUITA coisa do vínculo que tínhamos e estamos inclinados a voltar a ter com a outra pessoa.

Que detalhe é este??

O NOSSO PRIMEIRO IMPULSO.

Nosso primeiro IMPULSO é o de trepar com tal pessoa?? Ou é de corrermos léguas dela?? Ou é de darmos colo para tal pessoa?? Ou é de extrema fraternidade?? Ou é de violência: queremos matá-la? Queremos dominá-la?? Queremos controlá-la?? Queremos destruí-la?? Ou queremos nos defender de tudo quanto é maneira desta pessoa, por mais louco que isso seja, já que ela não demonstrou aparentemente nenhum motivo para assim querermos urgentemente nos defender dela??

O PRIMEIRO IMPULSO é revelador.

Vocês se lembram do primeiro encontro que tiveram com esta pessoa que vocês estão pensando nela agora??? Lembram do primeiro impulso diante dela??

Se formos sinceros o suficiente para admitir o que estamos percebendo nesses nossos primeiros impulsos, puxa-vida, podemos ter uma ENORME chance de não cairmos nas mesmas armadilhas, vícios, comportamentos em nosso vínculo com a outra pessoa.

Bom, quis aproveitar uma conversa com um grande amigo meu para compartilhar com vocês essas percepções que venho tendo sobre os vínculos que temos com outras pessoas e a nossa maneira de perpetuar um laço e o nível de relação que constantemente tivemos (principalmente o da última vez que nos encontramos em uma encarnação passada). Pode parecer loucura tudo isso que escrevi. Porém, se experimentarem, se observarem, se forem receptivos(as) a essas experiências práticas diante das outras pessoas, principalmente dos primeiros encontros entre vocês e elas, talvez vocês possam ter respostas reveladoras sobre o laço que as unem no presente… Pelo menos tem sido assim comigo. 😀 Beijos esquisotéricos em todos… Yub“

Independente da origem familiar ou kármica (de outras vidas) de nossa maneira de amar, eu irei abordar – a partir do próximo post – o primeiro aspecto de Vênus no Mapa Natal:

VÊNUS EM ASPECTO COM MARTE (ou Marte na Casa 7; Áries na Casa 7: regente da Casa 7 em aspecto com Marte e também, para mulheres heterossexuais, Sol em Aspecto com Marte ou Marte angular/próximo ao Ascendente, ou Descendente, ou Meio do Ceu ou Fundo do Céu).

Beijãozão nocês…

Yub

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