• Yubertson Miranda

A Lua: maré de sorte ou de azar?


Na última 6a.feira, dia 11/01/13, eu lia trechos do livro A SABEDORIA DO GUERREIRO PACÍFICO enquanto caminhava na esteira, aquecendo para uma posterior corridinha.

Na página 69, eu me deparei com o capítulo A LEI DA RENDIÇÃO. E com esta parte:

“Os comentários de Soc sobre nosso piquenique arruinado ensinaram-me outra das Regras da Casa, ou leis espirituais: o princípio da aceitação, ou rendição, segundo o qual ficamos tensos quando a mente resiste aos fatos.”

Nesse dia, eu saíra com o par Lua / Rei de Ouros. Logo pela manhã, após o café, eu preparei os legumes para a papinha de minha filha e minha esposa colocou o feijão e a beterraba na panela de pressão. Ligamos o fogão para as duas panelas serem aquecidas. E o que acontece depois de cinco minutos?

O gás acaba. Eu ainda teria de fazer o nosso almoço nesta sexta-feira.

O detalhe: caía uma chuva daquelas aqui em BH. Liguei para o disk gás. Pedi um botijão. O camarada disse:

– Só vou esperar dar uma estiadinha para mandar o rapaz entregar o gás aí.

Falei com minha esposa, olhamos para o céu e comentamos: – Essa chuva não vai parar tão cedo. – A chuva estava tipo naqueles dias que hiberna.

Então, pensei: – Bem, se não der para fazer a papinha da minha filha, temos aqui uma quantidade legal de papinhas da Nestlé. E nós podemos encomendar uma quentinha aqui em frente, pois tem uma casa que entrega marmita para a região, fazendo uma comida caseira bem gostosa.

Ao pensar isso, eu tomei a decisão de me concentrar nos fatos, no que eu podia fazer nesta manhã. Já que o turno de ficar com minha filha era de minha esposa, aproveitei que não teria de gastar algum tempo da manhã para cozinhar. E me concentrei no trabalho! Produzi, produzi, produzi.

Tarologicamente falando, o Arcano que acompanha a Lua mostrará nossa reação às incertezas da vida e à maré dos acontecimentos. Como saí com o Rei de Ouros, eu estava super prático e com um poder produtivo bem bacana. Concentração, foco e disciplina no trabalho. Fiz as várias aulas da turma do curso de Tarot  via internet que tem duas aulas semanais (2a e 6a), as dos alunos do curso de Numerologia via internet, as das pessoas que chegaram para fazer o Curso sobre Saturno e os Medos e ainda interpretei dois Templos de Afrodite e a MELHOR assinatura (numerologicamente falando) para uma cliente.

Por volta de 11:11h, quando estava finalizando essas tarefas, o interfone toca. Era o motoqueiro com o gás.

Ele instalou e deu tempo de fazer a papinha da minha filha. E nós comemos a quentinha.

A Lua vem ensinar justamente isso. A RENDIÇÃO ao que é. Porque se ficamos preocupados em querer controlar a maré dos acontecimentos, nós criamos expectativas irrealistas. Pois nunca somos capazes de alterar a ordem do universo. O que somos capazes de fazer é agir através do não agir, ou seja, o que os orientais chamam de Wu Wei.

Aceitar as marés da vida é uma completa atitude de RENDIÇÃO. E, com isso, não resistimos aos fatos.

Por isso, não existe maré de sorte ou maré de azar. A falta de gás poderia ser considerada um azar. Mas não foi. Foi simplesmente um acontecimento, um fato. E como todo acontecimento, pede de nós a ADAPTAÇÃO. E é o que a Lua mais nos ensina: nos adaptar as correntes emocionais, psíquicas e a maré existencial dos APARENTES altos e baixos existenciais.

Tudo depende de nossa reação emocional. Eis a Lua.

Por isso vejo tantas pessoas que saem com A LUA no TEMPLO DE AFRODITE sofrerem tanto nas relações amorosas. Porque elas não aceitam a realidade do parceiro, do relacionamento. Criam MUITAS expectativas e acabam se decepcionando, se frustrando, ficando tristes e deprês – eis o lado negativo do simbolismo da Lua.

Confesso que não sei se tivesse saído outro Arcano Menor diferente do Rei de Ouros eu teria essa postura realista, prática e produtiva frente às oscilações das marés existenciais…

Beijãozão nocês… Yub

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