• Yubertson Miranda

A Meditação e o Não Julgar


Mais uma vez a meditação me ajudou a perceber algo bem bacana que pode ser levado para o meu dia-a-dia…

Na prática de meditar e prestar atenção a cada pensamento que surge, desenvolvemos a sensibilidade para perceber as repercussões de um pensamento que nos fisga e nos leva para longe, muito longe do momento presente.

Numa dessas viagens mentais que um pensamento me levou, eu tive a oportunidade de observar um detalhe interessante… Esse pensamento foi justamente desencadeado por eu ouvir uma vizinha do prédio ao lado falar ao telefone. Foi eu ouvir o conteúdo da fala dela e me distrair com o mesmo. Pronto, fui fisgado pelo processo masturbatório da mente que fica friccionando freneticamente cada pensamento que chega, em busca de um gozo que nem se compara ao êxtase da consciência presente.

Eu me vi julgando a fala da vizinha. Um aglomerado de pensamentos julgadores fez minha atenção de refém. E pronto… eu perdera o contato com a realidade do agora. 

Ao voltar para o momento presente, percebendo onde fui parar nessa avalanche julgadora, percebi claramente a importância da meditação e da implicação de estar atento a cada pensamento que surge, deixando ir embora com essa simples atenção. 

Através dessa mente alerta a cada pensamento que surge, nós não nos deixamos ser fisgados pela corrente do pensar frenético. E vi que o JULGAR nada mais é do que continuar martelando num determinado pensamento inicial, o qual foi a isca para a distração mental. 

E posso desenvolver o NÃO JULGAR justamente ao prestar atenção ao pensamento que surge em minha mente e não me envolver com o mesmo, nem de uma forma destrutiva e nem de uma forma positiva. Se um pensamento me levará a mais pensamentos gostosos, otimistas, esperançosos, isso é um JULGAR. Se vai me levar a uma corrente de pensamentos negativos, pessimistas, isso também é um JULGAR. 

O NÃO JULGAR é não entrar no desenvolvimento de pensamentos críticos a respeito do primeiro que surgiu e poderia nos levar a JULGAR. E nem embalar nos mais nobres pensamentos prazerosos de algum que inicialmente surgiu em nossa mente. 

O desenvolvimento desse tipo de NÃO JULGAR (não dar seguimento a um pensamento, não indo para outro, outro e mais outro), nos permite não julgar as outras pessoas, quando elas falam algo pra nós (que nada mais é do que um pensamento com o qual nos deparamos). Achei bacana ver isso…

Beijãozão nocês…

Yub

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