• Yubertson Miranda

Atirador do Realengo: o que ele pode nos ensinar?

Esse é o mais recente vídeo descoberto pela polícia ao resgatar arquivos do computador de Wellington. Ele me faz refletir sobre alguns detalhes envolvendo o ser humano, cada um de nós e a coletividade que formamos.

Ele se considera um cara muito bondoso. E se diz – tal como outras pessoas bondosas – humilhado, marginalizado e desrespeitado por muita gente. Gente que o julga precipitadamente, considerando-o um idiota. 

Tô aqui vendo o Mapa Natal dele (nasceu dia 13/07/1987). Falarei sobre ele já já num outro post, lá no blog exclusivo de astrologia. Ao ver tais posicionamentos astrológicos de Wellington, me questiono: quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha? Os posicionamentos astrológicos simbolizam uma predisposição inata de nossa parte em nos ver de determinada maneira. Criamos, com isso, uma crença sobre nós mesmos, sobre os outros e sobre a vida em geral. Lemos a vida com o filtro da lente que nos é peculiar (o qual é visto no Mapa Astral) . 

E esse olhar sobre a vida nos incita a desenvolver determinadas posturas e comportamentos que reforçarão essa maneira de nos ver e de ver a existência. Conhece alguma pessoa ou já se relacionou com alguma que, por se sentir rejeitada afetivamente, acaba se comportando como um “patinho feio” em uma relação amorosa e, essa própria postura, acaba incitando o outro a rejeitá-la? 

As crenças sobre nós e sobre o outro se projetam para o mundo exterior. Este reage de modo a reafirmar nossa visão de nós mesmos e do mundo. E até que ponto é possível mudar essas reações externas se nós agimos internamente do mesmo modo, esperando obter as mesmas respostas/reações das outras pessoas, a fim de “comprovar” nossas crenças?

Alguém que se sente rejeitado socialmente, vai interagir com determinados grupos de pessoas de uma maneira desconfiada, temerosa, fechada. E justamente esse jeito de se comportar em grupo, já temendo e esperando a rejeição social, acaba exatamente provocando esse tipo de reação das outras pessoas. E vira um círculo vicioso. 

Até que ponto o fato de Wellington ter se considerado uma vítima, encarando as outras pessoas como algozes que o humilham e sempre o humilharão, não reforçou ainda mais esse tipo de reação preconceituosa por parte das pessoas? E até que ponto, quando obteve uma reação diferente, mais compassiva e compreensiva por parte de determinadas pessoas, ele se recusou a enxergá-las ou usou desculpas e justificativas que o impediram de receber gestos mais fraternos dessas mesmas pessoas?

Por isso que sempre digo que o X da questão é interno. Enquanto a gente esperar um comportamento externo diferente (das outras pessoas e da vida como um todo), a fim de agirmos de forma diferente da habitual, vamos continuar sofrendo. E tendo nossas crenças reafirmadas por esse feedback exterior. 

Não dá para querer mudar o outro. Não dá para exigir uma mudança de postura das outras pessoas em relação a nós. É preciso mudar a NOSSA postura diante do outro e da vida como um todo. Isso PODE, inclusive, gerar mudanças na forma como os outros nos tratam. Mas a mudança quanto ao modo de NOS tratar é essencial ocorrer e ser desencadeada por nós mesmos…

Beijãozão nocês…

Yub

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