• Yubertson Miranda

Casa 7 e Conflitos amorosos: a culpa é do outro?


Há pouco tempo, fiz a sinastria de um casal heterossexual. Ela tem a mesma idade dele. Ambos nasceram em 1977 – têm Saturno no Signo de Leão. Eles são namorados há mais de sete anos. Eu disse “namorados”, não noivos. 

Quando perguntei para ela quanto tempo de namoro eles tinham, ela me respondeu:

– Yub, tem uma determinada fase que a gente não fala mais o tempo de namoro para as pessoas. Estamos nessa fase. 

Depois ela sorriu e disse:

– Sete anos. 

Ela criticou a postura no namorado de nem ter se comprometido a ficarem noivos ainda. Olhava para o Mapa Natal dela a cada fala que ela compartilhava comigo. Ela tem Saturno em Leão na Casa 7. Tem o Sol em quadratura com Urano.

Num relacionamento amoroso, eu tenho percebido – na minha vida amorosa e na de outros – o quanto a dinâmica do casal é sempre uma via de mão dupla. O que isso quer dizer? Que não dá para a gente culpar o outro pela insatisfação na relação. Temos uma considerável parcela de responsabilidade. 

Essa minha cliente tem um lado que tem muito medo (Saturno) de um compromisso (Saturno) afetivo (Casa 7). Sem contar que há um lado rebelde, independente e marcado por uma forte autonomia (Urano) em sua identidade (Sol).

Então, não dá para acusar o outro pela falta de compromisso. Tudo bem que um casamento (Casa 7) pode demorar (Saturno) para quem tem tal posicionamento no Mapa Astral. E que precisará haver espaço para a individualidade dentro do relacionamento (Sol em aspecto com Urano). E quanto mais a gente toma consciência dessas nossas necessidades internas, principalmente as associadas à nossa Casa 7, menos a gente sofre ao culpar o outro pela nossa insatisfação amorosa. 

Em outras palavras, até que ponto esta minha cliente não tem uma sonora responsabilidade pelo fato do namorado de anos não ter nem se tornado noivo ainda? Enquanto ela continuar culpando o outro, no caso, o namorado, mais ela demorará nesse tipo de situação. Porque, no fundo, ela TAMBÉM quer manter o intercâmbio afetivo nesse nível: sem noivado, sem casamento. Não é à toa que atraiu um camarada que não quer esse tipo de compromisso. 

Eu me recordo o quanto colocava a culpa nas mulheres da minha vida por, do nada, cortarem o vínculo comigo e terminarem nosso relacionamento afetivo. Tenho Urano na Casa 7. Inesperados podem surgir (Urano) numa relação amorosa (Casa 7). Era impressionante o quanto eu atraía mulheres altamente rebeldes, que tinham horror a um compromisso formal. 

Quando eu passei a perceber que estava projetando nelas um desejo meu – o de não querer me compromissar num relacionamento -, eu passei a assumir minha parcela de responsabilidade por atrair esse tipo de mulher na minha vida afetiva. E a Astrologia me ajudou a investigar as possibilidades de se viver na prática, de forma construtiva, o que esse Urano na 7 tende a representar. 

E me concentrei nessas posturas positivas, nesse perfil uraniano positivo que eu poderia atrair numa relação afetiva – e, o mais importante, no tipo de comportamento uraniano construtivo que eu poderia desenvolver em minhas parcerias. 

Isso me permitiu atrair, claro, uma mulher uraniana, com a qual estou junto há cinco anos e meio. Ela tem Sol em Oposição a Urano. E Marte em Quadratura com Urano. E vive essa faceta simbolizada por Urano do jeito que gosto. 

Portanto, quando apontar o dedo ao culpar a pessoa parceira, veja que há outros dedos apontados para você. Se assumir a parcela de responsabilidade pelo tipo de perfil de pessoa que atrai e de dinâmica afetiva que se repete em sua vida amorosa, há chances de buscar formas mais positivas de se viver o que seu posicionamento de Casa 7 tende a representar.

Beijãozão nocês…

Yub

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